A questão central do confiar é: até onde a confiança pode anular a nossa percepção? Cuidado.
Por muitos anos eu tentei ser aquilo que queriam que eu fosse. Sem sucesso. Desisti. Hoje sou uma pessoa mais feliz. Eu te amo, Vida.
Peço-lhe perdão por toda arrogância praticada.
Peço-lhe perdão por toda briga sem motivo.
Peço-lhe perdão pelas noites não dormidas.
Peço-lhe perdão por não saber ouvir, às vezes.
Peço-lhe perdão por ter tanto a me perdoar devido a minha visível imperfeição e de, apesar de te amar, não saber como fazê-lo.
“Vou sentir saudade…”
“Não sinta saudade. A saudade é o cemitério das emoções. Sinta minha falta apenas”
:/
Eu poderia passar um dia inteiro, e talvez uma noite também, falando de amar e ser amado. Mas, sinceramente, não desperdiçaria meu tempo divagando sobre um assunto o qual você só sentiria de verdade vivendo. Prefiro então viver meu curto tempo com você. :)
Hoje o dia começou com aquela pitada de saudade. É estranho como quando vivemos com uma pessoa, mesmo que não a vejamos durante um ou dois dias por motivos aleatórios, o seu cheiro na casa, o seu quarto bagunçado após uma saída atrasada pro trabalho, a sua xícara suja de café na pia ou o seu chinelo jogado no canto da sala fazem com que você sinta a sua presença mesmo não presente. Pode ser criminoso ou frio dizer que essas pequenas coisas “substituem” a sensação de estar, de abraçar, de beijar ou de dizer o simplório, mas forte, “eu te amo”. Sim, é um crime. É um crime porque o clichê “dar valor quando perde” é tão clichê quanto verdadeiro. Não digo morte, porque a morte, inicialmente, é uma mistura de sentimento de perda com o medíocre remorso. Eu falo de saudade, aquela verdadeira. Aquela que não existe xícara suja, o quarto está sempre arrumado, o chinelinho está ali naquela posição triste sempre e o cheiro na casa, na verdade o resquício dele, torna-se nostálgico. Aquela que não mantém conexões fisiológicas possíveis. Aquela em que um oceano e mais alguns punhados, e ponha punhados nisso, de terra os afastam. Quando você chegar ganhará um demorado abraço, não lembro a última vez que fiz isso com você, um beijo no rosto, não lembro a última vez que fiz isso com você, e um singelo “Eu te amo”, não lembro a última vez que disse isso a você. Será que você morava comigo realmente? É uma vergonha. Pensando bem, a saudade tem lá suas qualidades. Hoje o dia começou com aquela pitada de saudade…
Não sou escritor. Posso dizer que expresso o que penso, sinto, vejo e vivo em algumas palavras. Nunca fui um exímio aluno de português. Alias minhas notas melhores, acreditem ou não, vinham de matérias como Matemática, Química e Física. Mas as palavras me fascinam. Diria até que é intrigante alguns rabiscos colocados juntos de forma correta possam mostrar a você, leitor, o que se passa dentro da cabeça, coração ou alma, seja lá o que você acredita, de um ser tão complexo quanto o humano.
Meu foco inicial, sei lá, eu escrevo desde os 16 anos (atualmente tenho 24, mas como o tempo é mutável, nasci em 16 de abril de 1988), é letra. Nunca fui de escrever texto, alias, admiro muito quem o faz, pois letra te da uma liberdade de expressão muito maior do que o coeso texto. Eu posso enchê-la de palavras aleatórias e alguma rima básica e ainda assim continuar com sentido (ou não, mas não faz diferença). O que quero dizer com tudo isso é que você lerá muito “texto” no formato de “letra”, talvez ouvirá algumas músicas com as mesmas gravadas e vez ou outra um textinho. Vamos ver.